As palavras matam, as palavras curam...
Bem-vindo ao meu espaço de palavras, reflexão e autenticidade.
Sempre fui um poeta, alguém que traduz sentimentos e pensamentos em palavras. Mas, mais do que isso, sou um observador da vida, das emoções humanas, das contradições que carregamos e das histórias que moldam quem somos. Escrever sempre foi o meu refúgio e, ao mesmo tempo, a minha forma de me conectar com o mundo.
Este blog nasce dessa necessidade de partilhar, não apenas poesia, mas também reflexões sobre desenvolvimento pessoal, compreensão humana e tudo aquilo que nos torna quem somos. Aqui encontrarás textos que te desafiam a pensar, a questionar, a olhar para dentro e, acima de tudo, a viver de forma mais autêntica.
Mas este espaço também tem um significado ainda mais profundo para mim. Nos últimos tempos, embarquei na jornada mais intensa da minha vida: assumir publicamente a minha verdade, a minha identidade. Foi um processo de libertação, de descoberta e, claro, de desafios. Por isso, criei um espaço especial dentro deste blog, onde partilho a minha história — não apenas como um testemunho pessoal, mas como um convite para quem sente que precisa de encontrar a sua própria voz e o seu próprio caminho.
Aqui, não há filtros. Há palavras sinceras, há emoções cruas, há experiências que talvez se pareçam com as tuas. Espero que encontres neste espaço não apenas textos, mas ecos das tuas próprias vivências, reflexões que te façam questionar e, quem sabe, um pouco mais de coragem para seres quem realmente és.
Porque, no fim, escrever não é apenas sobre mim. É sobre todos nós.
Coisas que vivi desde que assumi a minha bissexualidade…
Neste espaço os textos se perdem e a minha vida começa, envolta num emaranhado de palavras que tentam dar sentido ao que me tem acontecido. Mas, na verdade, qualquer palavra será sempre insuficiente diante da imensidão de emoções que me abalaram — e que talvez nunca encontrem forma de ser plenamente descritas.
Esta é uma parte da minha jornada ainda bem recente, pelo menos no que diz respeito ao que as pessoas sabem publicamente… Durante este caminho, confrontei-me com situações que já não deveria ter de enfrentar. No entanto, continuam a acontecer, refletindo o estado do mundo e a mentalidade das pessoas sobre o respeito pelo outro.
E é importante ressalvar que este não é um espaço de critica ou de julgamento para com ninguém, muito pelo contrario. É um espaço de amor para que quem se identificar e quiser melhorar o possa fazer e entender que existem sempre formas diferentes de fazer as coisas. Eu sei que muitas das coisas que ouvi, foi por amor e por preocupação, e que quem o fez ou disse, na maioria das vezes nem sequer teve consciência de que o seu comentário ou atitude poderiam estar a ser ofensivos ou homofóbicos. E em alguns caso nem eu no momento entendi isso assim ou pensei nisso dessa forma, mas agora percebo que foram, e como tal fazem parte da minha historia e fazem parte de algo que pode ajudar pessoas a melhorar, caso pretendam ou desejem.
Como costumo dizer: eu sou o Ludgero. A minha identidade sexual diz respeito apenas a mim e não me define. Sou eu quem deve ter a liberdade de falar sobre mim quando e como quiser — não os outros.
O facto de estar aqui a escrever sobre isto demonstra como ainda estamos longe da igualdade e do respeito pela diversidade. A escolha de cada um deveria dizer respeito apenas a si próprio e a mais ninguém. Ainda assim, vivemos numa era em que, supostamente, as pessoas teriam mais conhecimento do que realmente procuram ter. É um paradoxo: nunca a informação foi tão acessível e, mesmo assim, a ignorância continua a ser maior do que seria de prever. Mas essa questão deixo para outros textos.
Este é um espaço onde falo de mim e da minha experiência. Não pretendo nada mais do que ajudar outros que passam pelo mesmo, para que saibam que não estão sozinhos e que há sempre uma forma de superar as situações mais difíceis. Ainda assim, olhando para aquilo que muitos enfrentaram — e para os que perderam a vida para que este blog pudesse existir —, sinto que nem passei por tanto assim. Esses, sim, merecem a minha vénia e todo o meu respeito.
Hoje, felizmente, a nossa vida está mais facilitada, mas nunca devemos esquecer quem lutou para que este espaço existisse. A memória deles deve guiar-nos para continuar a exigir respeito e igualdade.
Ludgero Maia

Eu acredito que para não ter o direito de não aceitar ser julgado pelos outros, eu não posso julgar os outros! E atenção até posso ter uma opinião, mas isso não pode fazer com que a minha opinião me domine e me faça julgar o outro. Só isso me dá o direito de me insurgir com quem me julga! E tento todos os dias que isso aconteça, como tal, desde sempre que o preconceito não está presente na minha mente nem na minha vida! Lembro-me sempre de dizer que os meus filhos poderiam ter namorado ou namorada e que isso chocava muita gente, mas essa é a realidade da minha crença e que nada está relacionado com a minha minha sexualidade. Tudo isto para dizer que desde sempre eu coloquei, por vezes, post nas redes sociais com fotos de casais LGBT, porque para mim, em determinadas publicações faria sentido…

Esta talvez seja a mais difícil de todas as histórias, pelo menos até à data em que a escrevo! Como já disse no texto anterior, o meu estado emocional não estava no seu melhor. Eu não estava em mim, na totalidade do meu ser… Eu era apenas um reflexo do que sou e de quem sou! Foram tempos conturbados esses, em que tudo saiu do meu controlo, mais do que eu gostaria e mais do que eu poderia esperar. Quando dei por isso no meu núcleo familiar toda a gente já sabia de coisas da minha vida, que só eu deveria ter contado e que teria de ter sido eu a contar. Ia escrever explicar, e vou escrever, porque mesmo que eu hoje entende que a minha identidade de género nunca deverá ser explicada, naquela altura eu não tinha nem essa confiança, nem essa maturidade.

Brevemente...
Todas as semanas uma nova história...
Sagrado Masculino - Redefinir a Masculinidade
Este é um espaço onde o homem é visto por dentro e por fora. Onde é reconhecido como alguém que sente, sofre e muitas vezes vive aprisionado a conceitos masculinos impostos por uma sociedade patriarcal. Desde cedo, é-lhe atribuído um papel rígido: ser forte, não demonstrar fraqueza, não precisar de ajuda. Mas a realidade conta outra história.
Em todo o mundo, a taxa de suicídio entre homens é quatro vezes superior à das mulheres. A depressão atinge os homens de forma alarmante, mas continua a ser subdiagnosticada, pois muitos evitam procurar ajuda psicológica ou terapêutica. O peso da masculinidade tradicional torna o sofrimento invisível e, muitas vezes, insuportável.
Neste espaço, também abordarei as desigualdades entre homens e mulheres. Não porque os problemas sejam os mesmos ou mais importantes de um lado ou do outro, mas porque estão interligados. Enquanto sociedade, precisamos de desconstruir o patriarcado para criar um ambiente onde os homens possam expressar as suas emoções sem medo, e onde as mulheres tenham igualdade de oportunidades sem resistência.
A desigualdade começa e termina no homem. Um homem em paz consigo mesmo é aquele que compreende que a verdadeira força não está em reprimir emoções, mas sim em vivê-las com consciência. Só assim será possível construir uma sociedade mais equilibrada, onde homens e mulheres caminham lado a lado, sem medo e sem máscaras.

Este tema, para muitos de nós, está envolto em uma mistura de crenças pessoais, influências familiares, imposições culturais e outros fatores externos, muitas vezes sem que nos apercebamos de seu profundo impacto. Frequentemente, acreditamos conhecer profundamente a nós mesmos, quando, na realidade, conhecemos mais sobre as noções implantadas em nossa mente, com as quais acabamos nos identificando sem compreender o porquê.


Poesia
Poemas de amor... Poemas de dor... Poemas de cor... Poetar a poesia que em mim nasce e em mim permanece, ansiando ser mais do que me foi permitido ser, acreditando em mais do que vejo e em tudo o que anseio ver... Perco-me quando me encontro perdido no meu mundo onde só eu posso permanecer, e onde muitas vezes me escolho meter. Não escrevo poesia de um poeta, mas a inspiração de muitos, que me agregam valor e me descobrem nas dores...
Reflexões
Identidade Sexual e Espiritualidade
Se todos fomos criados à imagem de Deus… porque dizem que Ele não aceita quem não é heterossexual?
Este é um discurso que já ouvi demasiadas vezes. A ideia de que a identidade sexual e a espiritualidade não podem coexistir. Que só há um caminho "correto" aos olhos do divino.
Mas deixa-me dizer-te algo: a heterossexualidade como norma só surgiu com influências religiosas. Antes disso, a história era muito mais diversa. E biologicamente? Somos todos bissexuais. Sim, pesquisa e vais ver.
Agora, se acreditas em conceitos espirituais, já deves ter ouvido que escolhemos as nossas aprendizagens antes de encarnar. Então, como poderia a diversidade de género não fazer parte desse plano? Como poderia o divino criar algo e depois rejeitá-lo?
A espiritualidade não está presa a dogmas ou normas sociais. Não tem um padrão de certo e errado. O propósito da espiritualidade é conectar-nos ao divino — seja qual for a tua crença. O que realmente importa é quem és, a tua verdade, a tua essência.
Não deixes que te façam sentir menos digno só porque não encaixas numa norma. Não permitas que te digam que és menos espiritual só porque não segues o que a sociedade impõe. Lá em cima, ninguém faz essa distinção.
3 atitudes inúteis no auto desenvolvimento
Quando entras no mundo do desenvolvimento pessoal, é fácil sentires-te perdido. És bombardeado com conceitos, técnicas e fórmulas "infalíveis" para encontrares a tua essência. Mas a verdade é que muitos desses conselhos, em vez de te ajudarem, podem estar a prejudicar-te.
Aqui estão três erros comuns que podem travar o teu crescimento:
👉 1º erro: Querer aplicar tudo ao mesmo tempo.
O desenvolvimento pessoal é pessoal! Não faz sentido tentar seguir todas as técnicas só porque alguém disse que funcionam. Por exemplo, dizem-te que tens de meditar sentado em posição de lótus, mas e se uma meditação ativa for mais eficaz para ti? Não há um caminho único. Aprende a ouvir o que realmente faz sentido para ti.
👉 2º erro: Achar que os outros têm de fazer parte da tua jornada.
Nem toda a gente está pronta para mudar. E tudo bem! O teu crescimento é teu, não dos outros. Se tentas forçar as pessoas à tua volta a entrarem nesse processo contigo, só vais gerar frustração. Aprende a respeitar o tempo (e as escolhas) dos outros.
👉 3º erro: Cair no radicalismo.
Acreditas que, para te transformares, precisas de mudar tudo de um dia para o outro? Tornar-te vegetariano, espiritualista, largar o emprego, cortar relações, enfrentar traumas de infância… Tudo ao mesmo tempo? Esse caminho acelerado pode parecer libertador, mas, na verdade, só te afasta da tua verdadeira essência. A mudança real acontece no seu tempo.
Conclusão: Antes de seguires qualquer técnica ou conselho, ouve-te primeiro. Pergunta a ti mesmo: isto faz sentido para mim? Estou pronto para esta mudança? Crescimento não é sobre pressa, é sobre autoconhecimento.
Comunicação
A forma como a tua comunicação é recebida diz mais sobre ti do que sobre o outro. Já pensaste nisto?
Na PNL aprendemos algo essencial: a responsabilidade da comunicação é sempre de quem comunica. Ou seja, se o outro não entende o que dizes, a responsabilidade é tua – és tu que tens de adaptar a tua mensagem.
Mas, e se a pessoa simplesmente não quiser ouvir? Aí entra a tua sabedoria: perceber quando vale a pena continuar… e quando é melhor parar.
Muitas vezes insistimos porque o nosso ego precisa que a outra pessoa nos entenda e nos valide. Queremos que reconheçam que estávamos certos. Mas a verdade é que comunicar nem sempre é ver resultados imediatos. Às vezes, é só plantar uma semente e aceitar que ela vai germinar no tempo do outro, e não no nosso.
Sabes aquele amigo a quem deste o mesmo conselho mil vezes… e um dia ele volta de um retiro a dizer que 'descobriu' exatamente aquilo que tu já lhe tinhas dito? Ficas frustrado? Isso é o teu ego.
Mas e se pensares diferente? E se a tua comunicação silenciosa, feita ao longo do tempo, foi o que preparou o terreno para essa "descoberta"? Talvez tenhas sido tu a abrir caminho, só que o outro precisava de ouvir aquilo de outra boca.
A comunicação eficaz nem sempre é ser ouvido na hora. Às vezes, é respeitar o tempo do outro. É perceber que o que importa não é o reconhecimento, mas o crescimento daquela pessoa.
Na minha vida pessoal, aprendi isso com os meus filhos. Quando assumi a minha bissexualidade, adaptei a conversa a cada um, respeitando as idades e os tempos deles. O resultado foi um dos momentos mais bonitos e de maior orgulho da minha vida.
Afinal, comunicar não é só falar. É saber ouvir. É respeitar o tempo. É libertar o ego.
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